domingo, 4 de janeiro de 2009

"O que eu fiz no passado não diz respeito a você apenas o que aconteceu do momento em que comecei a ficar com você em diante", dizia a voz enraivecida de um homem paciente que chegara ao seu ápice de compreensão. Em frente a ele o coração partido de uma jovem. Todos os seus sentimentos escorriam pelo seu rosto. Ela acabara de ver uma face que nunca houvera visto anteriormente. O seu amado ali parado em sua frente, vomitando fel em palavras. Pisando no imo de seu coração partido a menina partiu em direção ao banheiro onde refletira por instantes o acontecido.
Por quê ela não conseguia tirar aquela imagem sórdida, execrável, repugnante de seu príncipe idealizado completando aquela cena abominável com o mancebo que era seu amigo e sua cortesã (ou podemos considerá-la na história como namorada meu caro leitor)?
Não seria pois o amor um ato sagrado? Por quê ele vertera a benção concedida por Eros de uma forma de uma forma tão trivial? Ela jamais entenderia mas o que lhe magoara foi o som pronunciado de seu amado com uma pedra em seus ouvidos que esse não compunção pelo ato então consumado em um passado que abre até hoje marcas no coração da jovem moça.
Ela tenta esquecer, eu sei que sim, e ela é capaz, ela pode, ela consegue!

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